quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Kart Indoor: Amigo no passado, inimigo no presente?

URCA/RJ/"REDAÇÃO" (Cada um no seu quadrado?) - Amigos, há tempos tinha vontade de escrever sobre o tema, que já fora abordado em outros blogs, mas faltava-me conteúdo para me dedicar a algumas linhas. Faltava-me também, organizar as idéias, e tentar passar para vocês, a minha opinião, sem tendências para “A” ou “B”, apenas, aquilo que estou percebendo.
Antes de entrar de cabeça no tema, permitam-me contar um pouco da minha estória no Kart, que não deve ser, acredito, muito diferente da dos senhores. Comecei a correr, ou melhor, brincar (como até hoje faço), em 2001 numa pista que não existe mais, o extinto TKI. Essa pista ficava no igualmente extinto Carrefour na Tijuca, em frente ao Morro/Comunidade do Borel (O nome da rua eu não sei), Tijucanos, me ajudem.

Meu primeiro contato com um kart foi numa pista Indoor. Aquele ambiente fechado, os pneus, as curvas, o piso, de cara me fascinaram. Era exatamente o que eu queria: dificuldade e bastante gente no grid. No ano de 2001, fiz algumas corridas e depois disso, perdi o contato com esse pessoal que andava toda quinta-feira no TKI, e entrei numa espécie de hibernação pós debute. Os anos se passaram e eu voltei a sentar num kart, agora de competição (125 cc), numa outra pista que também já não existe, o kartódromo Premium na Barra. O ano era 2005, salvo engano, e meu Primo que hoje corre no Acelera Jatobá comigo, por alguns meses, se aventurou como piloto e proprietário de um kart. Bom, andei com o macacão e todo o equipamento emprestado naquele dia. Virei mais rápido que meu primo, e do que um cara da nossa idade que tinha um kart particular e mecânico exclusivo. O mecânico desse cara veio até onde eu estava, e me perguntou há quanto tempo eu andava de kart? Eu ri e disse que aquele era meu primeiro contato com um kart numa pista outdoor. O cara me elogiou e disse que se eu treinasse mais um pouco, eu poderia melhorar bastante. Amigos, voltei para casa com dois sentimentos: O 1º de que eu era bom naquilo que tanto amava, e amo até hoje, de que com treino eu poderia melhorar e tal, mas logo veio o 2º sentimento, que infelizmente me deixou triste: Essa brincadeira é muito cara....

Sempre gostei de velocidade, além do Kart indoor e outdoor, eu já me aventurei em eventos tipo Track Day (em 1999 a 2001 chamava-se Time Trail e era organizado por um dos meus melhores amigos) no autódromo do Rio, e já tive o prazer de andar na pista antes e após a mutilação. Amigos, uma experiência incrível que recomendo a cada um de vocês. Mas também nesse mundo, de carro, pneu, autódromo e muita manutenção, eu fui vencido pelo fator “erre-cifrão.” Mais uma vez, dei um tempo.

Em 2008, com amigos do trabalho, dos quais, além do meu Pai, só tenho mais um comigo, andando de kart, criamos o Acelera Jatobá. Que nada mais era, do que a minha vontade e paixão por velocidade dizendo: “Cara, se junta com esses malucos aí, que uma, duas, às vezes três corridas, dá pra você manter.” Pois bem, de lá pra cá, para encurtar a estória, eu não parei mais. Claro que voltei a sentir um pouco o tal fator “erre-cifrão”, ainda mais agora que além de casado, tenho filho, mas, mesmo assim, continuo e tenho esperanças de dias menos apertados. Busco isso.

Desde 2008, ando em Indoor, e a minha escola literalmente falando, foi o Point Kart. Claro que em outras várias pistas eu também aprendi bastante, às vezes fui bem recebido, às vezes não, mas eu sempre estive lá, prestigiando e valorizando, por pior que fosse o serviço, o kartismo/a pista indoor. Comecei no indoor, na pista que citei acima, fui aluno de um curso de pilotagem totalmente voltado para a pilotagem indoor, e me orgulho muito disso. Claro, não sou hipócrita, que com o passar do tempo, fui escolhendo e migrando para pistas que podiam receber melhor o meu grupo, e permitir que eu continuasse fazendo o que faço hoje, repito me divertindo.

Mas meus amigos, nunca me afastei do indoor. Claro que andar no outdoor é sensacional. Asfalto, espaço, zebra, karts mais potentes, outra tocada, retas longas, isso tudo é muito bom, mas, só isso basta para mim. Carrego comigo, a coisa muito bem resolvida e acho que morrerei assim: Quero, e vou pilotar em todas as pistas indoor e outdoor que oferecerem condições para que eu me divirta. Não sou piloto profissional, busco diversão.

Não sou um piloto profissional, então, como piloto amador que sou, quero ser o melhor, o mais completo que as minhas finanças puderem bancar, no outdoor e no indoor.

O que vejo que está acontecendo hoje, é que pilotos estão melhorando e estão “migrando” para o kart outdoor de aluguel, que surgiu depois do indoor, que pioneiramente abriu as portas para a prática do kartismo, a preços mais tranqüilos, e que depois, por motivos óbvios, também passou a existir no outdoor.
Vocês devem se perguntar: “Ué, mas isso não é um caminho natural?” Eu digo que sim, que realmente você pode chegar a um patamar que te projete para o outdoor, com aporte financeiro para isso, mas, é justo uma campanha velada, que rola sim (agora não sejam hipócritas vocês), contra as pistas indoor? Muitos dos meus amigos que hoje torcem o nariz para determinada pista “A” ou “B”, começaram a correr onde? Mesmo que tenha começado no outdoor (a grande maioria que conheço começou no indoor), é legal esse “boicote” velado as pistas indoor? Ok, sei que temos duas opções indoor na cidade, sendo que uma delas não será considerada pelo projeto do qual faço parte em 2012, porque as coisas precisam melhorar um pouco por lá, mas, virar as costas para essa pista? Acompanho com certa regularidade, o dia-a-dia de algumas pistas indoor aqui do Rio, e torço para que em breve, tenhamos mais opções, seja ela por reforma/melhoria na qualidade do serviço, seja ela por inauguração de um novo espaço e etc.
Eu vejo a coisa como uma roda gigante. O cara começa a andar de kart e vai melhorando, começa a subir. Sobe, sobe, sobe, e chega ao topo, a parte mais alta da roda gigante, o ponto que passarei a chamar (ouvi isso de um grande amigo meu) de Ponto Alonso.

Sim, o cara chega ao Ponto Alonso e diz: Indoor não.... só quero outdoor porque é melhor, porque eu já passei dessa fase de indoor e todo o tipo de bobagem que alguém pode pensar.

Daí, o Alonso começa a ver que o buraco é mais fundo... Os gastos são maiores. Então, o Alonso começa a tomar pau. Um atrás do outro, e percebe que àquela grana separada para o Kart não dá mais, ou está curta. A brincadeira começa a aborrecer, porque ele, o Alonso, só gasta e não vence. Sabe o que acontece meus amigos? Ele volta ao mundo real. A parte de baixo da roda gigante. Ele volta ao patamar da maioria com quem me relaciono, que usa o kart de aluguel para se divertir. Ele volta meus amigos, a enxergar o indoor com outros olhos. Não estou dizendo que ninguém precisa ser duro como eu, para enxergar no indoor de aluguel, uma possibilidade de diversão, muito pelo contrário, tenho amigos que tem grana e bancam suas aventuras no outdoor, inclusive de competição, mas, mesmo esses que tem a famosa “bala na agulha”, não viram as costas para o indoor, como alguns de meus amigos que não tem essa “bala na agulha”, estão virando.

O que quero dizer com esse post, é que precisamos racionalizar a coisa, e principalmente, tentar evitar que esse sentimento com relação às pistas indoor aqui do Rio, se alastre entre nós, pilotos amadores. Esse tipo de coisa não entra na minha cabeça, porque isso só diminui as nossas opções mais em conta de se divertir.

Sim, divertir, ou você não pode se divertir perdendo uma corrida? Será que essa desculpa de que a pista indoor é difícil de passar, que escorrega muito, não é meu amigo, uma desculpa para enfrentar esse “problema” (para mim nenhum) de perder? Será que você só é bom no outdoor? Você leva tão a sério essa brincadeira? Leva ou não sabe perder? Leva?! ok, seu lugar deve ser no outdoor de competição mesmo, claro, com kart próprio e tudo. Boa sorte ! rsrsrsrs

Claro que criticar e cobrar melhores condições, é o caminho que devemos percorrer, como eu mesmo já fiz aqui no passado, quando num post, falei sobre as diversas pistas que temos aqui, e da condição de cada uma na época. Mas, em momento algum, aquele post foi um movimento pró-outdoor, anti-indoor “A” ou “B”, tanto é que retornarei em novembro, a uma pista citada, torcendo por melhorias. Como disse, continuo acompanhando a situação de algumas pistas citadas, que ainda existem, e assim que souber de melhorias, serei o primeiro a experimentar e a relatar isso aqui, porque não quero e não vou virar as costas para o indoor, onde tudo começou para mim. Indoor ou outdoor, todas tem o mesmo espaço aqui no blog. Graças a Deus tenho um bom relacionamento com a maioria e sempre divulgo algo por aqui, porque acredito nelas.

Falando por mim, quero mais corridas em indoor, onde a coisa é mais difícil, onde as pistas são mais próximas da minha casa, onde o valor é mais em conta pra mim, e onde você, se um dia estiver na parte de baixo da roda gigante, vai voltar com certeza. É o indoor que vai estar lá, com todos os defeitos que você hoje aponta, com um kart que você poderá pagar para usar, e que ao colocar o capacete e sentar para acelerar, você certamente irá se divertir. Espero que você não retorne ao indoor por esse motivo, mas de uma maneira mais digna, sendo um amigo verdadeiro do indoor, e com bastante dinheiro no bolso. Até mesmo para pagar uma “andada” para esse amigo duro aqui do outro lado da tela. rsrsrrss

Acho que a coisa pode ser bem dividida entre o indoor e outdoor, onde além de pilotos amigos, tenho donos de karts de aluguel e kartódromos que são meus amigos também. Há espaço para todo mundo. Sempre haverá piloto para ambas as opções. Deixemos cada um no seu quadrado, e dediquemo-nos ao incentivo, a crítica construtiva, a divulgação e ao pensamento positivo de que as pistas indoor e outdoor do Rio vão melhorar, e nós teremos mais opções.

É o que penso.

Grande abraço.

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