quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ivson Marques no VelocidadeRio

RAMOS/RJ/"REDAÇÃO" (Ótima reportagem) - Salve turma ! Divido com vocês, essa reportagem publicada no VelocidadeRio (http://www.velocidaderio.com.br/), com meu amigo Ivson, dono do Point kart Indoor.


"O velocidadeRio.com, nesta semana, entrevistou o engenheiro mecânico, empresário e piloto Ivson Marques , 52, proprietário, com sua esposa Carla Marques, do Point Kart, pista de Kart Indoor, localizada no sub-solo do Supermercado Extra, na Av. Maracanã, na Tijuca, Rio. Com três anos e meio de existência o Point Kart é um sucesso.

Ivson é casado há 17 anos com Carla, que além de sócia é, também, sua parceira, como navegadora, em provas de Rally (disputaram, nos últimos dias 11 e 12/09, o Rally Peugeot de Velocidade, em Itaipava, Petrópolis, RJ). Eles têm dois filhos, sendo Vivian, de 24 anos, do primeiro casamento de Ivson, e Ivson Jr., de 14 anos. Curiosamente, nenhum dos dois filhos está envolvido com automobilismo.

vRio - Ivson, quando começou sua paixão pelo Automobilismo, e quando você começou a praticar o automobilismo de competição?

Ivson – Foi em 1978, levada pelo já falecido Milton Amaral, também conhecido por “Pau-Queimado”, e foi por ele que ingressei no Automobilismo. Nós tínhamos um amigo em comum, e esse amigo nos apresentou e, de lá pra cá, vão 32 anos.

vRio – Qual foi a primeira categoria à qual você se dedicou?

Ivson – Foi a Fórmula V. Na época tinha a Fórmula Super V, que era 1600 cc e a Fórmula V, que era 1300 cc . Corri pela Fórmula V, pela equipe do Milton Amaral.

vRio – Aqui em Jacarepaguá?

Ivson – Positivo. A oficina dele era no Largo do Anil; já não existe mais.

vRio - E a Carla, também era fã do esporte? Vocês se conheceram praticando Automobilismo?

Ivson – Não. Nós nos conhecemos porque é a trabalhava na escola de minha filha, e ... nos nos conhecemos, conversamos e ela também gostava do automobilismo, a gente passou a namora e ela começou a frequentar o autódromo, junto comigo.

vRio – Você me havia dito no Autódromo que sua filha não gosta de Automobilismo, não gosta de corridas. Mas, e o seu filho?

Ivson – É, minha filha não gosta. Meu filho já gostou, até uns 10 -11 anos gostava e depois, perdeu a paixão (Ivson Jr. tem, hoje, 14 anos)

vRio – Mesmo com o pai tendo um kartódromo.

Ivson – Eu acho que um dos motivos foi, até, esse. Quando ele pagava pra correr ele gostava, depois que não precisou mais (pagar), deixou de gostar.

vRio – Como surgiu a ideia de ter um kartódromo? Um kartódromo indoor, além de tudo?

Ivson – A ideia surgiu através do meu filho por que ele começou a praticar e eu coloquei ele na escola de pilotagem de um kart indoor e essa pista acabou. Aí quando essa pista acabou, a Carla é quem levantou a ideia: “Então, vamos montar a nossa?” Aí, a gente começou a trabalhar nesse projeto que iria se concretizar. Já tem 3 anos e meio.

vRio – Quer dizer que foi aqui, direto, aqui no Extra?

Ivson – Foi. Começou o nosso kart aqui no Extra, mas o que meu filho fazia escola de pilotagem em outro kartódromo.

vRio – Mas aqui não existia kartódromo, antes?

Ivson – Não, aqui no Extra, não. Nunca existiu. Era um estacionamento.

vRio – Como é que foi a reação do público, dos vizinhos aqui do Extra quando você inaugurou o kartódromo.

Ivson – Tivemos o apoio total. Porque a Tijuca estava carente desse tipo de entretenimento, tivemos o apoio total, como temos até hoje. Nós temos uma grande maioria de vizinhos que frequentam aqui, semanalmente, o kartódromo.

vRio – Você tem ideia de quantos kartistas você “formou” aqui?

Ivson - Olha é difícil dizer por causa do volume de pilotos que aparecem para “andar” e mais a escola de pilotagem que a gente tem, também não é? Mas com certeza mais de 100, tranquilamente.

vRio – Incluindo pais de kartistas, também, que acabam correndo, não é?

Ivson – Kartista e pais de kartistas que acabam correndo, exatamente.

vRio – O kart indoor, hoje em dia, é um esporte reconhecido pela CBA, FIA e eu queria saber o que você vê para o kart indoor no futuro.

Ivson – É, hoje, nós temos, até, o campeonato mundial de kart indoor. Três continentes se revezando : Brasil, na América do Sul, Estados Unidos, na América do Norte e, na Europa, a Bélgica. Phoenix (USA), Rio de Janeiro (Brasil) e (Kortrijk) na Bélgica, se revezando. Hoje eu acho que o Indoor é do futuro, por ser, hoje, a categoria escola. Era o kart de competição, hoje passou a ser o kart indoor por ser mais barato. Então, eu acho que tem tudo pra consolidar, cada vez mais, justamente por ter esse menor custo pro piloto ingressar no automobilismo.

vRio – O Point Kart tem uma característica muito especial que é ter dado apoio e ter incentivado o Parakart, aqui no Rio. Acredito que vocês sejam os únicos que têm competições para parakartistas e competições mistas onde o parakartista compete, não é certo?

Ivson – É, positivo. Nós somos o único kartódromo que tem kart para portadores de necessidades especiais ou cadeirantes, em que eles podem vir aqui e competir de igual para igual com quem não é portador de necessidade especial. Há também alguns pilotos que correm em categorias (especiais) em São Paulo e que vêm treinar aqui.

vRio – Esses pilotos, parakartistas, assim como eu presumo que muitos kartistas, sem necessidades especiais, devem ter saído daqui para a pista do kart comum, profissional. Algum parakartista fez isso (essa trajetória), já?

Ivson – Não, ainda não. Nós estamos em fase de formação. Hoje, acredito que haja um que esteja trabalhando nisso. Há um parakartista que tem condição para isso, o resto ainda está encarando como hobby, ainda não têm projeto.

vRio – O sexo feminino, aderiu, também?

Ivson – Total, total. Existem, hoje, clubes que têm baterias só de mulheres, temos, aqui, mães que correm com filhos, temos, inclusive, uma mãe que é deficiente física, também, é portadora de necessidade especial, ela vem correr com o filho. O kart para criança, menina – menino, o kart, ainda hoje, não faz diferença, não. Mulher, homem, menino, menina – na pista é tudo igual.

vRio – Quais são as categorias existentes, hoje em dia, aqui, no Point Kart?

Ivson – As categorias, hoje, elas são divididas segundo o peso. Normalmente a gente distribui em leve, médio e pesado. Leva vai até 65 kg, médio vai até 85/90 kg e o pesado acima disso, que é pra poder dar condição ao mais pesado para poder brigar de igual para igual, senão o mais leve leva vantagem.

vRio – Nesse caso o mais leve leva algum lastro pra poder competir com o mais pesado ou eles competem separadamente?

Ivson – Não, eles competem separadamente. Agora, como tem, um limite de 65 kg, na categoria leve, tem pilotos que pesam menos, aí eles levam lastro. O Point Kart fornece o lastro até ele chegar ao peso mínimo necessário.

vRio – Já foi feita alguma prova mista, juntando todas as categorias?

Ivson – Já. Tem alguns clubes que não fazem diferenciação por peso, não, eles correm tudo igual. Mas o leve leva vantagem sobre o pesado, isso não tem como negar.

vRio – Você tem alguma divisão especializada, para menores, digo, de 10 anos, por exemplo?

Ivson – Tem sim. Tem alguns clubes que têm uma categoria só de crianças, que é chamada Cadete. Aí, limita não só pela idade como, também, por porte físico, por que, às vezes, tem crianças que têm idade mas são pequenininhas, são “mignonzinho”, e aí permanecem na categoria Cadete, só para crianças.

vRio – O que é necessário para se praticar o Kart Indoor, hoje em dia?

Ivson – Hoje em dia é necessário ter vontade, só. O kart indoor foi criado até mesmo pra pessoa que nunca participou, basta, mesmo, ter vontade. A gente tem um “briefing” em que a gente fornece as instruções necessárias, pra começar. Só precisa querer, mais nada.

vRio – E com respeito à roupa, capacete, e tudo mais?

Ivson – Tudo é fornecido pelo Point Kart. Toda indumentária, não precisa ter nada. Luva, capacete, balaclava, macacão, pescoceira, colete, tudo é fornecido, todo o material de segurança, fornecido pelo Point Kart.

vRio – É óbvio que cada um pode ter o seu material, é claro, e acredito que já haja muita gente que tem o seu material, não é?

Ivson – Positivo, o Point Kart também tem isso. Para aquele piloto que queira comprar o seu material, temos uma butique aqui, em que ele pode comprar o material que ele precisar.

vRio – Eu ia perguntar se existem equipes formadas. É obvio que existem mas parece que é como se fossem clubes, não é isso?

Ivson – Positivo. Existem diversos clubes. Alguns clubes chegam a ter 100 pilotos, e o mais antigo já realizou a milésima corrida, e esse clube tem, hoje, mais de 100 pilotos em cada etapa que realiza.

vRio – Você sabe quantos clubes existem, atualmente, que vêm ou façam suas competições aqui no Point Kart?

Ivson – Eu classifico os clubes como sendo de dois tipos: clubes grandes e clubes pequenos. Os clubes grandes são aqueles que colocam mais de 100 pilotos quando fazem suas etapas. Desses, hoje, aqui no Rio, tem 6 clubes. Esses colocam mais de 100 pilotos. Agora, clubes que colocam menos do que 100 pilotos eu não sei te precisar, quantos tem, tal a quantidade.

vRio – Eu sei que em Petrópolis também há kart indoor. Eles vêm competir aqui e o pessoal daqui, vai lá, também?

Ivson – Positivo. É um co-irmão, o Speed Racer, e nós trabalhamos muito em parceria e nós temos campeonatos que a gente chama de Campeonato de Bairros, onde há campeonato na Tijuca e, em paralelo com ele há o campeonato de Petrópolis. Ou seja, há o Petropolitano e o Tijucano, e, no final do ano e a gente faz o campeonato entre eles. Então, corre um contra o outro para decidir quem será campeão. No ano passado (2009) Petrópolis foi o campeão e, nos dois anos anteriores, nós fomos os campeões.

vRio – Como vocês gerenciam esse tipo de competição? A pista fica alugada para o clube, como isso é feito?

Ivson – São reservados horários para a(s) bateria(s) e só correm os pilotos que vão disputar os campeonatos.

vRio – Certamente isso é avisado, com antecedência, para os frequentadores “normais”.

Ivson – Positivo. Como a gente trabalha na forma de marcação de baterias, (eles) ligam para marcar, a gente indisponibilisa esse horário em que vai ter o campeonato, o cliente pode marcar para antes ou depois. Mas, nesse tempo a pista fica reservada para o campeonato.

vRio – O que acontece para o praticante que vem aqui (no Point Kart), pela primeira vez, e quer correr? Como ele tem que fazer, tem que reservar, antes?

Ivson – É nós aconselhamos que ele faça reserva, antes, pelo telefone. Ele pode correr o risco de chegar aqui e não ter vaga na bateria. Mas, normalmente, a gente consegue atender. Às vezes, a bateria pode não ter vaga na hora, mas aí gente encaixa ele na bateria posterior. Ele aguarda mais 20 minutos e, acaba correndo.

vRio – Cada bateria tem, então, 20 minutos?

Ivson – Positivo, 5 minutos de tomada de tempo, simula a corrida de Formula 1. Para, forma o grid, com as posições de colocação, e, (então),15 minutos de corrida.

vRio – Uma pergunta que eu tenho feito a muita gente. Você acredita que o futuro do kart indoor, especialmente, vai ser de karts elétricos, com alto desempenho?

Ivson – Positivo, eu acredito, sim. Eu, mesmo, já trabalhei num projeto em Dezembro do ano passado (2009), mas, por enquanto, se torna muito inviável, porque todos os equipamentos, praticamente, necessários para o kart elétrico indoor, têm que ser importados. E ficam muito pesados. Por enquanto o Brasil ainda não está preparado para isso, não. Mas, com certeza, vai chegar lá.

vRio – E, fora do Brasil, há o kart elétrico?

Ivson – Positivo. Na França, tem é o maior fabricante de kart do mundo. Eles têm o kart elétrico com variação de potência, mas, também, para trazê-los fica muito caro.

vRio – Você acredita que essa “evolução” vai se dar em quanto tempo?

Ivson – Olha, do jeito que o preço me assustou, pelo menos uns dez anos vai levar pra acontecer isso! (risos).

vRio – Não existem fabricante nacional, então?

Ivson – Não, negativo. O projeto foi desenvolvido baseado em carrinhos de golfe, que já são elétricos, já usados há alguns anos e todos usam equipamentos importados e, se você for fazer a aquisição de um você vai ver que eles são bastante caros e bastante pesados, também.

vRio – Como é que o kart utilizado aqui, no Point Kart, se compara com o utilizado em pistas normais (outdoor).

Ivson – Ele tem duas diferenças básicas. Uma, ele é um kart de menor potência por que no indoor a pista é menor e atender a principiantes, também. Então ele tem que ter um desempenho menor, um pouco, do que o kart de competição (para outdoor). E a segunda, é a borracha de proteção, toda em volta do kart, que permite ao piloto errar, bater, sem causar o menor dano a ele ou ao equipamento.

vRio – Vamos falar, então, do Point Social, que é um projeto do Point Kart voltado para a parte social do esporte, que muita gente não conhece, mas que acho ser relevente e todos deveriam conhecer.

Ivson – Bom, a Fundação Point Social, que a criou foi minha esposa, Carla, e existe para dar aquela ajuda que todos poderiam dar, fazendo sua parte. Quando fizemos um ano de existência, doamos uma tonelada de alimentos para a Casa Ronald McDonald, que é uma instituição com a qual a gente mantém um laço muito estreito e está sempre ajudando. Nós somos ponto de coleta de agasalhos, quando há esses infortúnios, como aconteceu em Niterói, há pouco tempo (Abril 2010). Aqui foi ponto de coleta. No McDia Feliz nós somos ponto de venda do McLanche Feliz para o McDonald, também, (as pessoas) podem comprar antecipadamente aqui, e o Point Social realiza, também o kart para cadeirantes. É um trabalho realizado visando, também atender essa parte e outro trabalho que a gente faz é, em parceria com um dentista, meio expediente em um dia de semana para atender as pessoas que queiram fazer tratamento e não têm condição. Elas procuram o Point e a gente encaminha. Temos profissionais da parte de informática, sempre dando sua colaboração. E, temos um projeto, pra esse final de ano, agora em Dezembro, de fazer um Rally de Regularidade. Nós estamos buscando um patrocínio, por isso ainda não há nada definido. Junto com a FAERJ (leia-se Nando), o Point Kart, o Point Social buscam realizar esse rally, dia 19 de Dezembro, para confraternizar os pilotos de kart e do automobilismo, em geral. E porque do patrocínio? Porque a inscrição será em alimentos não perecíveis que a gente vai arrecadar para doar a instituições de caridade. O projeto já existe e, agora, estamos em fase de buscar ajuda, patrocínio, para que ele se concretize."


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