sexta-feira, 24 de setembro de 2010

kart com 2 motores 125 cc.

RAMOS/RJ/"REDAÇÃO" (Isso deve ser muito bom de pilotar) - Ainda sobre karts curiosos, não sei se já comentei sobre esse projeto que está sendo desenvolvido pelo Lucas Di Gassi, kart Mini e Urckin.

Bom, se já comentei, vale o repeteco. São dois motores 125 cc dando um total de 70 cv de potência a essa criança, ou melhor, monstro. 

A título de curiosidade, essa potência, equivale a potência de alguns carros 1.0.

Sim, de carros com 1 ton de peso.

Imaginem isso num kart!!!

Reportagem abaixo. 



Dois motores (de dois tempos de ciclo) 125 cilindradas. Uma asa de Fórmula GP2 feita em fibra de carbono, um chassi especial e 70 cavalos de potência. Esse é o ‘Monstro’. Um kart que está sendo desenvolvido a partir de uma ideia do piloto Lucas Di Grassi, que encontrou na Kart-Mini e na Urckin (empresa de produção de peças de performance) os parceiros para levar o projeto adiante. O piloto da Fórmula GP2 esteve no Kartódromo Aldeia da Serra, em São Paulo, na última quinta-feira (dia 13/8) e a reportagem do Allkart.net foi até lá para conhecer o projeto.

“A ideia foi fazer um kart mais rápido que qualquer outro. Mais rápido até que o Shifter. A gente fez uma junção entre a Kart-Mini e a Urckin e desenvolveu esse kart com asa de (fibra de) carbono, banco de (fibra de) carbono, quatro pneus grandes, freio a disco na frente e atrás e dois motores”, conta Lucas Di Grassi, que começou o desenvolvimento há pouco mais de um mês a partir de um antigo projeto de Mário Sérgio de Carvalho, da Kart-Mini.

“Esse foi um kart que eu comecei a desenvolver há uns seis anos atrás e depois parei. Fiz inspirado nos antigos Superkarts, nos Fórmula 250, que tinham dois motores. Então quando o Lucas comentou que queria fazer um negócio nessa linha, comentei que tinha um chassi guardado e ele pegou”, lembra Mário Sérgio, que na época desenvolveu um quadro diferenciado para receber os dois motores. Mais largo e com entre-eixos maior que um kart normal, o projeto foi concebido para a potência extra. “Ele foi projetado exatamente para isso. Aqueles karts de 250 cilindradas, que eu cheguei a correr em 1993, se não me engano, eram longos. Andavam bem, mas não eram legais de curva. Em Interlagos, por exemplo, tomava tempo de um kart normal”, explica Mário Sérgio de Carvalho.

A partir do chassi que estava guardado na Mecânica Riomar, em São Paulo, Lucas Di Grassi começou o trabalho no kart que já batizou de ‘Monstro’. “O kart já tinha uma base. Mas toda essa parte de performance, de colocar o pneu largo na frente; a asa e toda a adaptação do banco de carbono; distribuição de peso; escapamento com saída reta, foi tudo eu que fiz”, comenta o piloto que, para compensar o efeito da asa na traseira do kart, passou a utilizar pneus ‘traseiros’ também na frente.

Outro detalhe curioso do kart é relacionado ao peso. Com cerca de 100 kg sem contar o piloto, Mário Sérgio de Carvalho adaptou um sistema para dar partida. Uma quinta roda, pequena, foi colocada na barra traseira do kart. Assim os mecânicos podem empurrar o kart apoiado nela e, na hora de colocá-lo no chão para funcionar os motores, o piloto a recolhe através de uma alavanca atrás do volante.

Os motores que equipam o Monstro nessa fase de desenvolvimento são dois Mix – motor produzido no começo da década mesclando os componentes dos Parilla e dos Riomar. Mas em breve o kart deve receber, além de motores mais fortes – os Vortex refrigerados a ar devem ser a escolha -, um conjunto de freios mais novo e uma versão atualizada do chassi da Kart-Mini, com base no modelo M2 lançado no início deste ano. “Ainda dá para melhorar muita coisa nesse kart. Vou mudar o sistema de freios para a versão mais recente e também queremos desenvolver uma frente mais alongada, para colocar outra asa”, conta Mário Sérgio de Carvalho.

Com essas mudanças, o kart que hoje tem algo em torno de 60 cavalos de potência, deve chegar na casa dos 70. Na motorização é que está a grande curiosidade do Monstro. São dois motores normais, ligados ao eixo traseiro que é adaptado para receber duas coroas de transmissão e tem o disco de freio deslocado para o centro – bem embaixo do suporte da asa. Os motores têm carburadores tradicionais que são acionados pelo mesmo cabo que sai do pedal do acelerador. “Na hora de montar os motores, para melhorar a potência, um lado fica com o pistão para baixo e o outro, com o pistão para cima. Assim eles trabalham em sincronia”, explica Mário Sérgio.

E para carburar? “Você desliga um motor do sistema tirando uma corrente, e carbura o primeiro motor. Depois desliga o carburado e acerta o outro. Então liga os dois e anda com os dois juntos”, explica Di Grassi, que completa: “Agora eu já tenho um pouco de experiência com ele, já consigo carburar os dois ao mesmo tempo, andando. Já consigo saber qual motor está precisando de alguma coisa”.

Os motores trabalham no regime de rotações normal de um modelo desses, dois tempos refrigerado a ar: na casa de 17 mil rpm. O resultado na pista, ainda não foi avaliado mais precisamente. “Ainda não medimos a velocidade final dele por não estar pronto”, conta Mário Sérgio. No treino em Aldeia da Serra, com pneus usados e sem a relação (coroa e pinhão) ideal, Lucas Di Grassi completou suas melhores voltas na casa de 39s40.

Para base de comparação, o recorde da pista – estabelecido por Sérgio Jimenez no treino de classificação para o Campeonato Brasileiro de 2004 na Graduados A – é 39s268. A melhor volta de um Sprinter A na última etapa da Copa São Paulo Light, foi registrada em 40s062 por Guilherme Salas, no mês de junho. “Com pneu novo, motores mais fortes e uma relação bem acertada deve entrar na casa dos 37s. Acho que 1s5 dá para baixar ainda”, afirma Lucas Di Grassi.

Terminado o trabalho de desenvolvimento, os idealizadores do Monstro pretendem lançar uma série limitada do modelo. “Minha ideia é fazer uma série limitada de 10 karts quando estiver desenvolvido. Serão karts com a asa, banco, assoalho, tudo em carbono”, conta Lucas. “Quem quiser comprar vai precisar de uma autorização minha. E quem comprar vai ter um dia de aula comigo para aprender a usar o kart. Essa exigência é porque acho que precisa ter certa experiência, um histórico no kart para ter um desses. Senão o kart é muito forte, fica perigoso”, pondera.

“O Lucas está fazendo um negócio bem legal. Um kart muito rápido em todos os sentidos. Que tem boa velocidade de reta, mas também contorna curva, tem torque. Acho que vai ficar muito bom quando terminado”, avalia Mário Sérgio de Carvalho. “Talvez a gente também faça uma carenagem integral nele”, complementa.

O objetivo do piloto é ter o Monstro completamente desenvolvido até o Desafio Internacional das Estrelas, no final do ano. “Quero levar esse kart para apresentá-lo no Desafio, dar uma volta com ele lá na pista de Florianópolis. Acho que já temos 90% do trabalho pronto. Faltam apenas alguns detalhes”, afirma Lucas Di Grassi – que também é o autor do desenho da nova pista que está sendo construída na capital catarinense e que vai receber o Desafio das Estrelas já neste ano.

O kart que provavelmente será lançado na série especial ainda não tem estimativa de preço. “Produto final é difícil estimar, depende de quanto de carbono a gente vai usar para fazer o kart. Mas acho que o preço fica em torno de 20 a 30 mil reais”, avalia Di Grassi. O alto custo de produção é que faz o piloto não considerar, por enquanto, um campeonato de ‘monstros’ no país. “Um campeonato desse kart não é a intenção agora. Quem sabe no futuro. Esse kart em si é bem caro, então ficaria um campeonato muito caro. Acho que não é o momento do kart brasileiro ter algo assim. O que precisa agora é de categoria acessível, com equipamentos equilibrados”, destaca.

E quando comparado aos seus ancestrais de 250 cilindradas, o novo kart apresenta os benefícios da tecnologia. “A diferença para o kart 250 é que os antigos só tinham freio atrás. Já esse kart é todo pensado na distribuição de peso, freio na frente. E é o jeito mais eficaz de você ter a potência distribuída com o peso. Não adianta você colocar um motor de moto gigante de um lado, como o pessoal faz, e achar que fica bom. Não fica, fica difícil de guiar” comenta o piloto. “Nesse kart a distribuição de peso é melhor que o kart normal, por causa do motor dos dois lados e o pneu dianteiro que compensa o efeito da asa na traseira. Então é bem gostoso de guiar”, conta ele, que compara: “A pilotagem é um meio termo entre um kart e um carro. Tem características bem parecidas com o fórmula, mas pela potência, você pode atravessá-lo numa curva, por exemplo, como nos karts tradicionais”.

FONTE: http://www.allkart.net/news/noticias.php3?action=Show&id=10134
 
OBS: No site acima, você pode assistir a vídeos do monstro andando em Interlagos.

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